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Segurança do Trabalho em Estabelecimentos de Saúde

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Os estabelecimentos de serviços de saúde, quer sejam grandes hospitais, quer sejam pequenos ambulatórios médicos, têm boa parte de sua força de trabalho executada por profissionais com mão-de-obra altamente qualificada, o que algumas vezes leva ao engano de se pensar que, por essa razão, o trabalho do Técnico em Segurança do Trabalho, que participa ativamente da rotina dos empregados, tende a ser mais ameno ou menos necessário.

Segundo o Anuário Brasileiro de 2015 da Revista Proteção, houve um aumento de 10 % no número de acidentes de trabalho envolvendo atividades de atendimento hospitalar.

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Prevenção de Acidentes em Hospitais

Diante dessas informações, você pode estar se perguntando: “Se os profissionais da área da saúde são pessoas bastante esclarecidas e por formação, têm conhecimento dos riscos inerentes à sua função, então por que o número de acidentes aumenta ao invés de diminuir?”.

Respondo a você caro leitor: na realidade, muitos dos acidentes de trabalho que ocorrem na área da saúde, não acontecem pela falta de conhecimento e sim pela falta de zelo de alguns profissionais com sua própria segurança.

Observa-se que por diversas vezes os diálogos de segurança e treinamentos aplicados são ignorados, há uma recusa silenciosa e discreta à utilização dos EPI’s, situações de risco e até mesmo acidentes de trabalho muitas vezes são omitidos. Muitos empregados também se furtam em participar da CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e da Brigada de Incêndio e quase nunca têm tempo para ir à SIPAT – Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho ou à Semana de Enfermagem, por exemplo.

Claro que não podemos generalizar, pois existem excelentes profissionais que além de engajados em suas atividades rotineiras, também fazem bonito quando o assunto é segurança do trabalho.
Atualmente o maior desafio do Técnico em Segurança do Trabalho, dentro dos estabelecimentos de saúde, é despertar nos empregados a consciência sobre a gravidade das situações a que estão expostos todos os dias.

Ser aquela lâmpada que se acende em meio às trevas da pressa e do pensamento fatalista que o risco não os toca; para que ouçam e coloquem em prática as orientações, as palestras, os treinamentos, os diálogos de segurança, respeitem o uso de EPI’s, enfim, que tomem consciência e incorporem a prevenção de acidentes às práticas do dia-a-dia, antes que sua inércia os torne parte das lamentáveis estatísticas.