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Segurado finge ter câncer e recebe auxílio-doença durante dez anos

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O processo de pente-fino nos benefícios auxilio doença por incapacidade do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) identificou um segurado que fraudava o sistema e recebeu o auxílio-doença, indevidamente, durante dez anos.

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Segurado foi descoberto pelo Facebook

Médico perito constatou, através do Facebook, que beneficiário trabalhava normalmente, o homem de 33 anos, que mora em Olinda, Pernambuco, dizia ter câncer nos pulmões e nos brônquios. Entretanto, um médico perito constatou, através do Facebook, que o beneficiário trabalhava como personal trainer e praticava maratonas.

Ainda de acordo com o MDS, o segurado recebia o benefício desde os 23 anos e, segundo consta em documentação, exercia a função de motociclista quando o benefício foi concedido, em 2008. Por motivos de confidencialidade, a pasta não informou quanto foi pago ao segurado durante uma década de afastamento.

Peritos usam redes sociais para investigar segurados

Desde 2016, quando começou o processo de revisão nos auxílios-doença e aposentadorias por invalidez, peritos do INSS passaram a usar as redes sociais para confrontar informações passadas pelos segurados durantes as perícias do pente-fino.

Conforme uma fonte ligada ao INSS informou ao EXTRA, nem todos os segurados têm as redes sociais investigadas. Porém, caso o perito desconfie de fraude, pode usar as redes para entender a realidade diária do trabalhador e investigar as informações divulgadas por ele na web.

Ainda segundo a fonte, as informações postadas pelos segurados na internet podem ajudar na revisão e, em caso de cancelamentos de benefícios, caso o segurado entre na Justiça, o INSS pode usar as informações como prova em casos de processos.

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Quem tem direito à Auxilio Doença ?

Quem contribuiu para o INSS nos 12 meses imediatamente anteriores. Porém, há algumas exceções a essa regra geral.

Quem é afastado por causa de acidente de trabalho, por exemplo, é isento dessa carência.

No caso de algumas doenças previstas em lei, como câncer, tuberculose e hanseníase, também não é necessário cumprir o requisito das 12 contribuições, desde que a doença não seja preexistente à primeira contribuição ao INSS.

Quem é contratado pela CLT só tem direito ao auxílio-doença caso fique afastado por mais de 15 dias. Na primeira quinzena, o profissional deve continuar a receber normalmente seu salário da empresa.

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