Confiança? Friboi campeã nacional em acidentes e violações Trabalhistas

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A dona da Friboi, JBS, afirma: “Carne confiável tem nome”, não é Tony Ramos? Porém, 7.822 funcionários doentes, incapacitados, amputados ou mortos mostram o contrário a respeito dessa megaempresa. O maior grupo privado do Brasil, em faturamento, ou a maior processadora de carne do mundo, segundo dados da Agência Pública/Ministério da Previdência, deixa rastros que, no setor de abates bovinos, ocorre a maioria dos acidentes – 21/25% ao ano.

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São trabalhadores submetidos às más condições de trabalho, visando ao maior lucro, com jornadas superiores a oito horas – remuneradas – em altas e baixas, baixíssimas temperaturas.

O ritmo excessivo desse trabalho se deve aos “rebites”, estimulantes, emplastros ou compressas – para que músculos, tendões e braços dos funcionários sejam mais rápidos que as máquinas de embalagem.


Esperava-se que – depois de receber tanta ajuda dos contribuintes, através do BNDES e “apoiar fartamente” a reeleição da presidente Dilma – “Carne confiável tem nome”, se estendesse no cuidado com os empregados ou no respeito aos trabalhadores dessa megaempresa.

Mas não: além das opressoras condições de trabalho, decadência física, psicológica e muito estresse, esses funcionários recebem estimulantes para produzirem mais e mais, e também em horas excedentes (remuneradas).

Dá para acreditar que um produto de qualidade, que “tem nome”. Inicialmente avalizado até pelo vegetariano Roberto Carlos, apresente um pacote com esse mau cheiro?

A ideia desse texto surgiu de uma notícia na CBN , “a rádio que toca notícia”, em 7 de junho/2015.
Acrescida de informações obtidas no link: apublica.org/2015/06/friboi-a-campea-nacional-em-acidentes/ .

(Ercília Macedo-Eckel, escritora, membro da Aflag, cadeira 10, e sócia da UBE-GO.)