A Historia e Evolução do EPI

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Quando falamos em EPI, logo pensamos na era pós-revolução industrial. Mas a evolução dos EPIs começou a acontecer muito antes disso, desde que o homem teve que se proteger pela primeira vez. Considera-se a época das cavernas o momento em que esse conceito se originou, quando os primatas vestiram peles de animais para se proteger. O que nos mostra como a necessidade de proteção é inerente ao ser humano.

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Ao longo dos anos, essa necessidade foi ganhando outros contornos e as vestimentas de proteção foram se aprimorando. Não há como falar da evolução dos EPIs sem mencionar, por exemplo, as armaduras e elmos, utilizadas por cavaleiros na Idade Média.

Evolução dos EPIs: Revolução Industrial e Guerras

Revolução industrial

A evolução dos EPIs deu um salto na Revolução Industrial, com o surgimento de metalúrgicas, mineradoras e fundições. A Indústria foi em busca de matéria-prima em larga escala a um custo menor em países africanos e asiáticos, desembocando em conflitos com os Balcãs, estopim da Primeira Guerra Mundial.

Quase conectadas, a revolução industrial e a Primeira Grande Guerra apresentam-se como eventos transformadores para a evolução dos EPIs, evidenciando riscos, valores e gerando uma maior conscientização quanto à necessidade de proteção.

No balanço entre guerra e indústria, descobriu-se que grande parte da incapacitação humana acontecia no trabalho – há estudos que consideram ainda mais perdas com a indústria que com as guerras – o que levou à elaboração de medidas preventivas.

Evolução dos EPIs no Brasil

Getúlio Vargas trouxe o crescimento da Indústria de Base e, com ele, os riscos ocupacionais. Isso motivou a criação do Ministério do Trabalho, em 26 de novembro de 1930.

A evolução dos EPIs por aqui foi bem gradativa, com departamentos e associações surgindo ao longo do tempo. Destacamos alguns importantes acontecimentos:

1943 – Após 13 anos de discussão, nasceu a CLT, com o intuito de unificar a legislação trabalhista brasileira.
1966 – Criou-se a Fundacentro, com o objetivo de estudar e avaliar os principais problemas trabalhistas, assim como apontar possíveis soluções.
1978 – Foram aprovadas as normas regulamentadoras de segurança no trabalho, as famosas NR.

Vestimentas | EPI

A fibra antichamas DuPont™ Nomex® foi usada pela primeira vez em 1965, em macacões de voo para a Marinha americana. Hoje, a fibra é parte integrante em trajes de voo militares e policias.

Calçados | EPI

Até meados da década de 1960, usava-se em áreas quentes um calçado denominado Chanca para proteção dos pés, trabalhado em madeira articulada e solado de pneu ou couro. Desconfortáveis e pesados, responsáveis por diversas dores e lesões, as Chancas só foram substituídas por botas de borracha muitos anos depois.

Embora os americanos sejam considerados os inventores das botas de borracha, historiadores atribuem sua origem aos índios amazônicos, que faziam experiências com látex e fogo em seus pés.

Óculos de Proteção | EPI

Até meados da década de 1980, os óculos de proteção brasileiros não tinham qualquer preocupação com conforto e design. A armação era trabalhada em metal ou acetato e as lentes, em vidro temperado.

Na década de 1990, a abertura da economia balançou o mercado brasileiro de produção de óculos de segurança, obrigando a indústria a se diferenciar contra o preço atrativo e as inovações dos importados. Muitas fábricas foram salvas por investir em estudos de características faciais brasileiras para criar armações próprias para nossos trabalhadores.

EPIs contra quedas

Somente de 20 anos para cá houve uma evolução expressiva dos EPIs contra quedas. Antes, eram utilizados cinturões abdominais com talabarte. Embora já existissem, pouco se falava em cinto paraquedista, absorvedores de impacto e trava-quedas retrátil.

historia dos epis

Capacetes

Os elmos medievais, feitos em couro, ferro e malha, são considerados a origem dos capacetes e constituíram uma das maiores fontes de estudo de prevenção de acidentes relacionados a impacto, choques elétricos e fontes de calor.